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CARTA AO ZÉ SERRA E SEU VICE ÍNDIO

31 de Outubro de 2010

Caros Zé e Índio,
Sendo remota a possibilidade de nos encontrarmos quero cumprimentá-los através desta singela missiva, mal traçadas linhas que saem do fundo do coração. Nesta hora, lembro a velha máxima que diz ser o tempo o senhor da razão. Não sei muito bem o que significa isso e nem se se aplica a este caso em verve, mas achei bonita a citação. Desculpe-me se foi mal colocada, este escriba esforça-se mas nem sempre acerta. Todos os esforços empreendidos não serão esquecidos e com certeza voces contribuiram para o desenvolvimento deste país em que nascemos e a maioria de nós escolheu para viver, mesmo que alguns tenham preferido ausentar-se por uns tempos, mudar de ares, vislumbrar as neves das cordilheiras e voltar com família constituida depois que o pau comeu.
Caríssimo`Índio, homem simples,um vencedor na vida, alçado a candidato a vice-presidente, deixo aqui deste canto de despedida: baila, baila comigo, como se baila na tribo.Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio, viver pelado pintado de verde num eterno domingo.
A você Zé, que se diz professor e economista, mas que na verdade tem como verdadeira profissão ser político, voce que tem mais vocação do que sangue nas veias, que sempre considerou o povo o seu verdadeiro patrão, tenha paciência. Com certeza esse povo que é seu patrão não inclui pessoas desqualificadas e mal agradecidas que não votam em voce. Saiba relevar e mantenha a calma. Existem muitos ingratos e outros, além de ingratos, plebe ignara que prefera o milho às perolas que voce distribui.
Não se esqueça que perder e ganhar faz parte do jogo político. Voce ganhou duas e perdeu uma. É apenas um detalhe que esta que voce perdeu seria a maior de sua vida, a sua realizaçã no exercício de um cargo para o qual se preparou toda a sua vida. Esta flagorosa derrota é apenas um movimento no jogo político e certamente será seguido por outro. Então aguarde o próximo. Mesmo quase septuagenário, voce carrega o vigor da juventude. Quatro anos passam rápido. Um instante e 2014 estará batendo às nossas portas, acenando para mais uma eleição presidencial. Se bem que como voce já perdeu duas vezes é capaz que não queiram mais voce, mas isso também faz parte do jogo político. Aécio e Alckimin poderão estar como pedras em seu caminho. Caberá a voce remover essas pedras com essa destreza que lhe é peculiar e tão bem exercita.
Há pessoas mesquinhas que acreditam que um pequeno insucesso numa eleição torna um candidato derrotado para sempre. Nessa e em outras empreitadas. Eu acho que elas tem toda razão. Voce já era. É carta fora do baralho. Mas, se quiser, não acredite nisso. Finja que uma eleição é apenas uma batalha. Ganha-se umas, perde-se outras e assim vai-se levando essa vida de político. Não pense na palavra derrota. Não existem derrotas. Existem insucessos momentâneos. mesmo que seja um insucesso que pode acabar com sua trajetória política.

Não é hora não é de se arranjar culpados para o insucesso. Mas se existissem culpados, deveriam arder no fogo do inferno ou devolver o dinheiro que voce gastou. Lembre-se sempre. Voce não foi derrotado. Apenas perdeu uma eleição. Era a eleição mais importante da sua vida, mas isso é detalhe. Mas, talvez estejam esquecendo os méritos do adversário, das estratégias erradas que voce traçou, das táticas corretas e fulminantes que o adversário usou. Veja deste prisma: se voce era o melhor candidato e não foi eleito, o grande derrotado foi o povo e não voce. Esse pensamento vem de encontro ao seu egocentismo arrogante e falacioso e cai-lhe bem. Como uma luva.

Mas o que eu queria dizer mesmo é que estou muito contente e realizado de voces terem se ferrado. Voces perderam apesar de todos as artimanhas urdidas em conluio com os verddeiros detentores do poder: as elites dominantes que queriam a todo custo a sua vitória. Jogaram sujo de todas as maneiras, valeram-se de todos os artifícios conclamando até ingerências internacionais em nossos assuntos caseiros. Bateram pesado e sujo. Mas nada adiantou. Voces perderam e eu fiquei contente.
Esperei horas para assistir ao seu discurso de entregar os pontos, admitir a derrota. Mas nem assim voce foi verdadeiro. Voce perdeu e e achou que não foi por que o povo não o quis? Voce perdeu por que o povo, na verdade, sabendo quem é voce quis o seu adversário.
O povo quis Dilma, presidente do Brasil.
Vai para casa. deite e chore na cama que é lugar quente. Pague um sapinho para a dona Mõnica. Com certeza ela tem parcela de culpa nessa sua derrota acachapante. Mas ela teve boa intenção só quis ajudar. Talvez se ela perdesse o sotaque cairia melhor. Voce fez bem em escondê-la durante a campanha. Uma primeira dama com sotaque poderia não ser bem aceita pelos eleitores mais exigentes e nacionalistas exaltados. Reflita sobre sua arrogância. Veja onde estavam concentrados os votos que voce perdeu. Quem sabe tire algumas lições disso.
Termino aqui deixando uma abraço. E reiterando que foi muito bom ter visto a sua derrota e a sua cara de nádegas ao tentar explicar por que não ganhou. Por que voce, na sua infinita arrogância jamais perde. Apenas deixa de ganhar.

É ISSO AI !

31 de Outubro de 2010

É Isso Aí

Ana Carolina

Composição: Damien Rice – versão: Ana Carolina

É isso aí!
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí!
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí!
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade


PARABÉNS PRESIDENTE DILMA.

31 de Outubro de 2010


Serra, cante com a gente !!!!!




Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão

(Coro) Apesar de você
amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa
Apesar de você

(Coro3) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

(Coro4) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá??

SERRA ! A VIDA É ASSIM. VAI CHORAR EM CASA. VOCE JÁ ENCHEU O SACO

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